Com o tema “Um rio que nos une – diversidade e integração cultural”, a primeira edição do evento ocorre em novembro e terá mostras competitivas para curtas-metragens.
Imagine um festival que já nasce com o total de 996 inscrições para a mostra competitiva, vindas de oito países latino-americanos? O Festival de Cinema de Jaguarão já pode ser considerado um sucesso a partir do encerramento do prazo, no domingo (13), quando a comissão organizadora mapeou a origem dos concorrentes. São eles: Brasil (967 filmes), Argentina (19), Uruguai (8), Peru (6), Chile (3), Bolívia (2), Cuba (1) e Venezuela (1). Para Renata Wotter, produtora executiva do Festival, o grande interesse na participação do evento confirma o potencial e a diversidade do cinema local e latino-americano. “Estamos muito felizes com esse retorno que consolida a nossa proposta de um evento cultural dedicado à valorização e difusão da produção audiovisual
do Rio Grande do Sul e da América Latina”, destaca.
O Festival propõe duas mostras competitivas que celebram o cinema em suas múltiplas formas de expressão: a regional e a latino-americana – ambas com foco na diversidade de narrativas e na promoção do diálogo intercultural. Dentre os curtas-metragens submetidos à avaliação inicial, 880 são voltados à mostra latino-americana e 116 filmes à regional – todos filmes do Rio Grande do Sul.
A representatividade do cinema nacional se revela com a participação de filmes brasileiros, de todas as 27 unidades federativas. O estado que lidera no número de inscritos é São Paulo, com 272 obras, seguido por Rio de Janeiro, com 193, e Rio Grande do Sul, com 128. Os diretores artísticos do Festival, Alexandre Mattos e Chico Maximila informam que a partir de agora a curadoria terá a tarefa de analisar todas as produções para definir as que participarão das mostras competitivas, entre os dias 12 e 15 de novembro. “O Festival já nasce fazendo história e trazendo muita diversidade e integração cultural entre os povos e países”, resume Maximila.
Conexão e pertencimento
Com o tema “Um rio que nos une – diversidade e integração cultural”, o primeiro Festival de Cinema de Jaguarão nasce com o objetivo de fortalecer a conexão entre Brasil e Uruguai através da produção cinematográfica, integrando artisticamente realizadores destes dois países, bem como de outras nações da América Latina. Durante os quatro dias, os filmes serão exibidos em sessões gratuitas no histórico Theatro Esperança.
Todas as obras participantes serão curta-metragens, com duração máxima de 20 minutos, divididos em quatro diferentes categorias: ficção, documentário, animação ou experimental. Os filmes serão avaliados tecnicamente em nove categorias (filme, direção, atriz, ator, direção de arte, direção de fotografia, roteiro, montagem e trilha sonora). Os melhores serão premiados com o troféu Uma Terra Só, que homenageia o escritor e jornalista Aldyr Garcia Schlee, natural de Jaguarão e autor de obra homônima que destaca a integração entre as cidades de Jaguarão, no Brasil, e Río Branco, no Uruguai.
Com projeto aprovado e financiado pela Lei Paulo Gustavo (LPG), por meio do Edital 14/2023, o Festival de Cinema de Jaguarão é uma realização da Sociedade Independente Cultural (SIC), de Jaguarão, com produção de Ricardo Almeida, produção executiva de Renata Wotter, direção artística de Alexandre Mattos Meireles e Chico Maximila e coordenação local de Santiago Passos. A assessoria de imprensa é da agência Satolep Press, com o design de Valder Valeirão e Ana Júlia Freitas, que também assina a gestão de redes sociais.
Foto: Caio Passos